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janeiro 18, 2016

164. A mania da comparação!

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Um dos "traumas" (só que não) de infância que tenho até hoje são as comparações às minhas vizinhas. Na minha rua viviam duas raparigas, uma mais velha uns dois ou três anos e outra da minha idade. A Susana, a mais velha, filha de uma costureira amiga da minha avó e eu até costumava ir brincar para a casa dela. Tinha um quintal enorme e nós fazíamos cabanas de cartão e com as almofadas dos sofás e ficávamos lá dentro a brincar. Era isso e fazer concursos de dança só as duas, ao som da Lambada. Com a outra, que nem me lembro o nome, nunca tive nenhuma relação. Até porque os pais dela não eram muito sociais com o resto dos vizinhos. Mas era sobre essa, curiosamente, que a minha avó e a minha mãe mais me comparavam. Ora porque ela ia "aos mandados", ora porque ela lavava a louça, ora porque ela estendia a roupa, ora porque isto, aqui e o outro. Isto foi assim até perceberem que a princesa de santa tinha pouco. Pois é, a Miss Perfeição era também a Miss Corrida da escola e da cidade inteira. Ups! Acabaram as comparações! Mas com a Susana também haviam comparações. Só que aí eu levava na boa porque éramos amigas. E também, verdade seja dita, as comparações não eram tão constantes.

E isto voltou a atormentar-me agora, por causa dos meus sobrinhos. Se a comparação com "estranhos" magoa, a comparação com irmãos gémeos chega a ser frustrante. Acreditem. Os gémeos são vistos como uma só pessoa. Se um gosta de morango, o outro tem que gostar também, obrigatoriamente, só porque é gémeo. Se um é bom a matemática, o outro também tem de ser. Enfim. Eles têm 1 anos e as comparações já começam, vindas de estranhos. Ora porque um tem mais dentes, ora porque o outro começou a andar mais cedo, ora porque um já aprendeu uma gracinha e o outro não! Não gosto. Não acho bem! Cada um é um só, diferente do outro.

E vocês? Sofreram deste mal?

junho 01, 2015

89. Se queres saber... Pergunta #4


Aqui está a quarta, e última, pergunta da Minnie Me:


Se pudesses mudar algo na tua vida o que mudavas?


Bom, a resposta a esta pergunta está no primeiro parágrafo deste post. Se pudesse mudar alguma coisa em todo o percurso da minha vida, o mais importante seria aquilo. Não me aproximaria daquela pessoa e não a deixaria entrar na minha vida. Citando o post:

Para começar, e porque talvez seja das coisas mais importantes que tenho a dizer-te: não te aproximes sequer da pessoa que estás prestes a conhecer. É nociva e vai fazer-te mal. E o pior é que só vais perceber os estragos que ela provocou quando for muito tarde. Vai parecer das melhores pessoas a entrar na tua vida, mas nem tudo o que parece é. Quando ela te fizer afastar das pessoas que estão ao teu lado há muito tempo, devias perceber que algo não está certo. Mas infelizmente vais ser burra ao ponto de quase perder toda a gente. E tudo por culpa dessa pessoa. Não a deixes entrar na tua vida. Por favor, não deixes!


- Vocês também podem fazer as vossas perguntas. Basca clicar aqui! -

maio 31, 2015

87. Carta ao meu Eu com 15 anos


Vi este post no blog Ludutopia e decidi copiar-lhe a ideia. Sei que ele não se importa. Vamos lá isto (preparem-se para a depressão):

Para começar, e porque talvez seja das coisas mais importantes que tenho a dizer-te: não te aproximes sequer da pessoa que estás prestes a conhecer. É nociva e vai fazer-te mal. E o pior é que só vais perceber os estragos que ela provocou quando for muito tarde. Vai parecer das melhores pessoas a entrar na tua vida, mas nem tudo o que parece é. Quando ela te fizer afastar das pessoas que estão ao teu lado há muito tempo, devias perceber que algo não está certo. Mas infelizmente vais ser burra ao ponto de quase perder toda a gente. E tudo por culpa dessa pessoa. Não a deixes entrar na tua vida. Por favor, não deixes!
Outra coisa importante, não é para já, mas se calhar é melhor começares a preparar-te para perderes a tua avó (e depois o teu avô). Já falta pouco. Vai ser difícil, mas não posso ajudar-te a superar porque ainda hoje não superei e cada dia sinto mais a falta dela.
Tirando as pessoas que não deviam entrar na tua vida e aquelas que nunca deviam sair, tenho a dizer-te que nada daquilo que estás a idealizar para o teu futuro se vai realizar. Por isso, para depois ser mais fácil, é melhor parares com os contos de fada na tua cabeça. Nada disso vai acontecer. Como é que podes dar a volta a isso? Não sei, se eu soubesse provavelmente não estaria aqui, agora, a escrever-te. Daí, do teu presente, a dois anos tenta não ir ao wc àquela hora. Aguenta mais uns minutos. Vais evitar cruzar-te com ele e, para bem da tua sanidade mental, podes evitar olhá-lo nos olhos e isso, tenho a certeza, vai evitar outras coisas.
Tenta aproveitar os três anos do teu curso. Eu sei que vai ser uma mudança terrível, vai ser difícil conheceres pessoas novas (tu és assim, serás sempre assim). Mas tenta. A sério, tenta. Vais precisar de amigos nessa altura, vais precisar de os manter depois. Não faças como eu. Acredita que podes encontrar lá pessoas importantes.
Para acabar, tenho também a informar-te que a tua vida profissional vai ser uma verdadeira merda. Uma desilusão. Tenta mudar isso antes que seja tarde.

No meio disto tudo, posso dar-te uma boa notícia. O sobrinho que tanto desejas vai chegar. Tens de ter calma, mas vai chegar. Aliás, vão chegar. São dois e são lindos.

PS: talvez seja melhor seres quem não és em algumas situações. Parece que resulta com as pessoas À tua volta. Talvez resulte contigo.

maio 22, 2015

78. Momento de Publicidade

Hoje venho apresentar-vos o blog de um amigo.
cliquem na imagem

Ele escreve essencialmente sobre livros, séries e filmes. Faz reviews (aka opiniões) sobre essas coisas, mas não só. Ainda agora acabou de publicar um texto pessoal mega emocionante e está (ou pelo menos ele disse que sim) a pensar fazer uma série com um livro chamado "The Pocket Scavenger".
Ele é uma pessoa ligeiramente fofa e simpática (não tanto quanto eu), por isso merece que vocês lá vão dizer um olá e, se gostarem, que fiquem por lá e o visitem mais vezes!

PS: digam que vão da minha parte, para eu depois lhe poder cobrar!

fevereiro 09, 2015

50. Roupa


Lembrei-me deste tema depois de ver este post da Tulipa Negra!

Eu acho que aquilo que vestimos deve ser reflexo daquilo que somos. Devemos gostar e sentirmo-nos bem com a nossa roupa. Claro que há profissões que exigem farda ou um outfit mais cuidado. Mas tirando isso, aquilo que vestimos diz muito sobre nós. Durante algum tempo, pela altura do 7º ao 9º não pude vestir aquilo que gostava por ser gordinha e não haver tamanho para mim. Óbvio que me sentia mal. Felizmente agora já encontro roupa que gosto com números adequados a mim.

Enquanto tirava o curso, uma amiga (que estava a tirar outro curso) mudou drasticamente de estilo. Vá, drasticamente não quer dizer que era gótica e passou a beta... Mas ela era super descontraída, sempre de ténis, roupa confortável... Enfim, sempre a conheci assim! Um dia chegou ao pé de mim de salto alto e roupa bastante clássica. Perguntei-lhe o porquê da mudança repentina e ela disse-me que um dos professores disse que ela tinha um estilo de vestir muito infantil e que na profissão que ela queria seguir (Educação de Infância) tinha que ter um estilo mais adulto, caso contrário as crianças não a levariam a sério. Falando por mim, nunca levei uma Educadora ou uma Professora mais ou menos a sério consoante o que vestia. A isso eu chamo estereotipar pessoas e profissões. Já para não dizer que ela ainda estava a meio do primeiro ano do curso e que nem perto estava de conviver com crianças. Eu sei que ela se sentia mal com aquele estilo de roupa. Tanto que, mais tarde, quando começou a estagiar percebeu o quanto o professor dela estava enganado. Saltos altos e roupa clássica num infantário são coisas que não combinam, a não ser que se passe um dia atrás de um computador na secretaria!

agosto 17, 2014

9. Amigas


Sinto a falta de ter uma amiga com quem falar. Daquelas que nem é preciso dizer muito que ela já sabe o que se passa. Daquelas que nos conhecem há anos, sabem o que sentimos, o que pensamos, riem e choram connosco. Daquelas a quem se pode contar segredos, dar abraços, comer gelados enquanto falamos. Daquelas que partilham dos mesmos gostos, dos mesmos ódios. Daquelas que não nos julgam, nos dão e pedem conselhos.